sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Os Anos Rebeldes

                                           Os anos rebeldes

A década de 60 caracterizou-se pela dominância de um espírito de contestação político-cultural, principalmente entre os jovens. Inconformados com a família, o governo e as injustiças sociais, os jovens disseram não ao estabelecido e tentaram criar um estilo de vida alternativo. Diversos grupos, entre eles artistas, estudantes, hippies, negros, homossexuais, feministas e esquerdistas saíram às ruas em todo o mundo para reivindicar mudanças.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o movimento negro, impulsionado por lideres como Martin Luther King _ assassinado em 1968; alcançou vitórias como o fim de leis racistas que negavam o direito de voto às minorias étnicas.
A Europa, o movimento estudantil manifestava sua rebeldia contra a opressão dos governantes, a miséria, a exploração do trabalho, a corrida nuclear das grandes potencias e outros. Já o movimento hippie, pregava um certo retorno à vida simples, despojada, natural e a construção de uma sociedade de paz e amor.
O Brasil foi invadido pelo mesmo espírito questionador. Em 1967, com o tropicalismo de Caetano Veloso e Gilberto Gil , os jovens brasileiros proclamaram que é proibido proibir. No mesmo ano, José Celso Martinez Correia _ teatrólogo; Chico Buarque de Holanda _ escritor e compositor; e Glauber Rocha _ líder do Cinema Novo; entre outros, reagiram ao movimento político nacional com uma arte politicamente engajada.
Em 1968, o movimento estudantil se espalhou por todo o país sofrendo pressão do governo. 



                                                                 Revolução cubana


Introdução 

A Revolução Cubana foi um movimento popular, que derrubou o governo do presidente Fulgêncio Batista, em janeiro de 1959. Com o processo revolucionário foi implantado em Cuba o sistema socialista, com o governo sendo liderado por Fidel Castro.

Cuba antes da revolução: causas da revolução


Antes de 1959, Cuba era um país que vivia sob forte influência dos Estados Unidos. As indústrias de açúcar e muitos hotéis eram dominados por grandes empresários norte-americanos. Os Estados Unidos também influenciavam muito na política da ilha, apoiando sempre os presidentes pró-Estados Unidos. Do ponto de vista econômico, Cuba seguia o capitalismo com grande dependência dos Estados Unidos. Era uma ilha com grandes desigualdades sociais, pois grande parte da população vivia na pobreza. Todo este contexto gerava muita insatisfação nas camadas mais pobres da sociedade cubana, que era a maioria.


A organização da revolução


Fidel Castro era o grande opositor do governo de Fulgêncio Batista. De princípios socialistas, planejava derrubar o governo e acabar com a corrupção e com a influência norte-americana na ilha. Conseguiu organizar um grupo de guerrilheiros enquanto estava exilado no México.


Em 1957, Fidel Castro e um grupo de cerca de 80 combatentes instalaram-se nas florestas de Sierra Maestra. Os combates com as forças do governo foram intensos e vários guerrilheiros morreram ou foram presos. Mesmo assim, Fidel Castro e Ernesto Che Guevara não desistiram e mesmo com um grupo pequeno continuaram a luta. Começaram a usar transmissões de rádio para divulgar as idéias revolucionárias e conseguir o apoio da população cubana.


O apoio popular


Com as mensagens revolucionárias, os guerrilheiros conseguiram o apoio de muitas pessoas. Isto ocorreu, pois havia muitos camponeses e operários desiludidos com o governo de Fulgêncio Batista e com as péssimas condições sociais (salários baixos, desemprego, falta de terras, analfabetismo, doenças). Muitos cubanos das cidades e do campo começaram a entrar na guerrilha, aumentando o número de combatentes e conquistando vitórias em várias cidades. O exército cubano estava registrando muitas baixas e o governo de Batista sentia o fortalecimento da guerrilha.


A tomada do poder e a implantação do socialismo


No primeiro dia de janeiro de 1959, Fidel Castro e os revolucionários tomaram o poder em Cuba. Fulgêncio Batista e muitos integrantes do governo fugiram da ilha.


O governo de Fidel Castro tomou várias medidas em Cuba, como, por exemplo, nacionalização de bancos e empresas, reforma agrária, expropriação de grandes propriedades e reformas nos sistemas de educação e saúde. O Partido Comunista dominou a vida política na ilha, não dando espaço para qualquer partido de oposição.


Com estas medidas, Cuba tornou-se um país socialista, ganhando apoio da União Soviética dentro do contexto da Guerra Fria.


Até hoje os ideais revolucionários fazem parte de Cuba, que é considerado o único país que mantém o socialismo plenamente vivo. Com a piora no estado de saúde de Fidel Castro em 2007, Raul Castro, seu irmão, passou a governar oficialmente Cuba, em fevereiro de 2008.

Um comentário: